Por Aline Morais Geremias
O mundo muda e as mudanças proporcionam evolução, a evolução parte do princípio de tendências que surgem, se adaptam e evoluem. Quando falamos de evolução, pensamos logo em desenvolvimento e crescimento e logo educação. Dentro deste contexto surge uma forte tendência, oriunda de países desenvolvidos que desafia o modelo educacional brasileiro: a educação à distância.
Neste cenário há três agentes impactantes, que é foco deste artigo: o novo modelo de ensino, o novo perfil de educador e o perfil de aluno. Para que possamos apronfudar este entendimento é necessário conhecer alguns conceitos.
O modelo de ensino à distância (EAD) está contido no decreto 5622/2005, e explica que esta modalidade educacional envolve a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem recorrendo a meios e tecnologias de informação e comunicação e que envolvem estudantes e professores rumo ao desenvolvimento de atividades educativas em lugares e tempos diversos. Mas, este conceito gera ainda desconfiança em muitas pessoas que mentalizam a idéia de uma formação fraca, massiva e que utiliza de uma via barata para detenção de diploma.
O projeto de ensino à distância, porém, tem como objetivo não apenas a acessibilidade fácil e flexível à educação, mas sim a oportunidade, a qualidade e o fortalecimento de aprendizado, que devido a tais preconceitos requerem uma edificação através da atuação dos dois agentes do conhecimento: o aluno e o professor.
A idéia do baixo custo é comparada, para muitos, com a baixa qualidade e também a baixa eficiência, por ser realizado, em sua maior parte, através do auto-estudo com base no conteúdo à distância, principalmente aqueles alunos que assistem a transmissão em pólos de apoio em alguns poucos dias da semana. Neste momento surge a figura que tem nas mãos o poder de modificar este pré-conceito: o professor tutor, que surge como facilitador, complementando os recursos virtuais.
Segundo a enciclopédia Wikipédia, o tutor (do latim: "tutor","protector") está presente em universidades ou colégios e consiste numa pessoa envolvida na gestão da informação e outras funções, a tutoria também chamada de mentoring é um método muito utilizado para efetivar uma interação pedagógica. Os tutores acompanham e comunicam-se com seus alunos de forma sistemática, planejando, dentre outras coisas, o seu desenvolvimento e avaliando a eficiência de suas orientações de modo a resolver problemas que possam ocorrer durante o processo.
A essência do papel do professor tutor está nestes conceitos, porém vai além, através de uma atuação moderna onde o tutor exerce uma postura facilitadora, motivando os alunos a reflexão, ao questionamento e a formação de opinião, mas para isso é fundamental que o educador utilize a tecnologia como parceira deste desafio rumo ao sucesso .
A relação professor tutor e aluno deve ser sim de respeito a posição de educador líder e educando aprendiz, mas através de um relacionamento maduro e de busca de nivelamento, onde o tutor é capaz de transmitir ao aluno a sensação de igualdade e o sentimento de capacidade, estimulando o aprendiz a se desenvolver não apenas dentro da sala de aula, mas para a vida, através de um perfil comportamental ético e moral, capaz de questionar e de ser uma agente de mudança.
Afinal como já dizia o filósofo Al-Ghazali: “O verdadeiro objetivo da educação não é meramente prover informação, mas é o estímulo de uma consciência interna”. E o triplé desta busca está no alcance deste revolucionário modelo: de educação, de educador e de educando.