Por Aline Morais Geremias
Falar em
gerenciamento de cursos a distância parece algo simples ou até mesmo muito
complexo, simples se pensar que o modelo de educação a distância se resume em
transmissão de aula à distância e complexa se entender que por trás desta
transmissão existe um lista de requisitos para que lá na ponta tenha qualidade.
Tão
complexo que envolve o conhecimento sobre tecnologias, conhecimento de leis,
conhecimento de pessoas, conhecimento pedagógico, conhecimento administrativo
e, principalmente, conhecimento sobre o propósito deste modelo de educação.
Segundo
Alves (2012) no modelo a distância “há inúmeras variedades de situações
educativas (...) e a flexibilidade da metodologia possibilita ao professor
rever a estrutura de ensino a favor da aprendizagem, colocando os educandos
como coparticipantes e colaboradores na garantia da qualidade do processo
educacional em que estão inseridos.
Além do
mais, é importante entender que na modalidade à distância, a presencialidade se
dá como obrigatório, conforme legislação, e por isso, pensar em espaço físico
se torna primordial. E além de processos de
infraestrutura, o pólo de apoio presencial deve contar com uma estrutura mínima
conforme exigência do MEC para receber os alunos em atendimento a lei
10.098/2000.
Segundo
Alves (2012), além de mobilizar recursos humanos e educacionais, um curso a
distância exige infraestrutura material proporcional ao número de estudantes,
aos recursos tecnológicos envolvidos e à extensão de território a ser alcançado
(...) e deve-se atentar ao fato de que um curso a distância não exime a
instituição de dispor de centros de documentação e informação ou midiatecas.
O
processo logístico dentro do ensino a distância se torna indispensável, pois,
um processo bem definido corrobora para que o ensino seja eficiente,
segundo Keen apud Alves (2012) essa definição de processos pode fornecer
um satisfatório nível de análise, que permitirá uma melhor visão do
comportamento gerencial e uma análise mais acurada dos processos
administrativos e gerenciais.
Para que
haja efetividade na entrega de um curso é necessário que o processo aconteça
corretamente desde a produção até a transmissão do conteúdo.
Referências
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, 1996.
ALVES, Carina. Gestão em
EAD: aspectos didático-pedagógicos e administrativos. Diretoria de Extensão e
Pós-Graduação. Anhanguera Educacional, 2012.
SECACAD. Disponível em: http://www.uenf.br/Uenf/Pages/Reitoria/SECACAD/.
Acesso em 10 de junho de 2012.
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